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Aprender para empreender: os cinco primeiros passos

30/05/2018 Empreendedorismo
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As constantes mudanças econômicas têm incentivado cada vez mais as pessoas a tirarem projetos do papel e empreenderem. Dados do Serasa mostram que entre janeiro e agosto de 2017 foram abertas 1.545.360 empresas, sendo 78,5% MEIs. O número apresenta um recorde de crescimento entre os microempreendedores individuais desde 2010, quando o Indicador Serasa Experian de Nascimento de Empresas foi criado.

 

Dentro desse cenário, a figura do empreendedor entra em evidência. Mas, afinal, como alguém se torna um empreendedor? As faculdades formam os mais diversos tipos de profissionais: arquitetos, jornalistas, economistas, historiadores; mas não existe um curso acadêmico específico para a formação de empreendedores. Ensina-se a gerir negócios, mas não a criá-los.

 

Leia Também: Empreendedorismo avança na força de trabalho por falta de alternativas

 

A vivência de mercado e o aprendizado adquirido ao longo do caminho, aliados ao instinto de inovação é que moldam um bom empreendedor. Com base na história de sucesso de executivos que empreenderam, selecionei cinco dicas para dar os primeiros passos:

 

1 – Encontre sócios de áreas complementares: Assim como em um time de futebol é necessário que haja jogadores ofensivos, defensivos e de articulação, numa empresa também é fundamental que exista uma diversidade de profissionais para cuidar de diferentes áreas. Um engenheiro não tem, necessariamente, conhecimentos jurídicos ou de recursos humanos. Encontrar sócios que tenham expertises complementares garante uma diversidade importante.

 

2 – Não siga fórmulas: Não é errado se inspirar em modelos de negócios já existentes, no entanto é preciso cuidado. O caminho seguido por outros empreendedores nem sempre vai ser o mais adequado para o seu negócio. Faça experiências para encontrar a sua própria fórmula.

 

3 – Aprenda a ter autonomia: Em alguns casos, terceirizar pode ser uma saída para quando a empresa não tem os recursos para desenvolver determinadas atividades. No entanto, isso não deve ser a regra. Muitas questões podem ser resolvidas internamente, com custos mais baixos e menor tempo de execução.

 

4 – Não prometa projetos impossíveis: Notícias ruins se espalham muito rápido. Um prazo não cumprido ou um serviço diferente do que foi acordado com o cliente prejudicam muito a imagem de uma empresa, sobretudo se ela for nova no mercado. Conheça suas limitações e ofereça apenas aquilo que realmente pode ser feito.

 

5 – Atente-se às obrigações legais: Tanto as empresas físicas quanto os empreendimentos digitais têm que seguir uma série de especificações e regulamentações jurídicas. É importante ter em mente que a atividade desempenhada precisa ser possível e lícita.

 

Autor: Luis Carlos dos Anjos

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