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Cresce número de mulheres que têm o próprio negócio

21/11/2016 Empreendedorismo
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As mulheres estão cada vez mais competitivas no mercado de trabalho. A busca pelo sonho de ter o próprio negócio está presente na vida de muitas brasileiras.

Em todo o país o número de empreendedoras em micro e pequenas empresas cresceu 18% nos últimos 10 anos.

Um estudo realizado pela Global Entrepreneurship Monitor (GEM), em 2014, mostra que 51,2 % dos empreendedores que iniciam negócios no Brasil são mulheres.

Na região Centro Oeste este número sobe para 58,6%. Quando analisadas as empresas que estão consolidadas no mercado 43,2% delas são geridas por mulheres.

A jornalista Valéria Carvalho, 46 anos, trabalhou durante 20 anos em Cuiabá na profissão que escolheu. Mas a dificuldade de conciliar a vida profissional com as tarefas de casa fez Valéria abrir mão da carreira e investir num sonho que, mesmo pequeno, acreditava ter tudo para dar certo.

A jornalista sempre gostou de artesanato e fazia trabalhos com encadernação, bolsas e utilitários em tecido, mas confeccionava em casa como hobby.

Há cerca de 2 anos abandonou tudo e decidiu arriscar-se no projeto pessoal. Atualmente, a pequena empresária tem um ateliê virtual nas redes sociais e vende os produtos por encomenda.

“Tive muito medo de mudar minha vida, não foi fácil no início".

Para conseguir divulgar os produtos, Valéria começou a frequentar uma feira de artesanato na Capital. “Foi através da exposição na feira que conquistei mais clientes e aumentei minhas vendas”.

Ela confessa que sentiu muito medo e insegurança neste processo de mudança, mas sempre confiou que daria certo, mesmo que fosse a longo prazo.

A pequena empreendedora esclarece ainda que não é possível se manter só com a renda do ateliê, no entanto está contente com os resultados. “Hoje passo mais tempo com meus filhos em casa e faço meu horário de trabalho. Minha relação com a minha família melhorou”.

A dona de casa Marisia José da Silva Oliveira, 48 anos, também é uma dessas mulheres que apostou no desejo de ter o próprio negócio.

Marisia conta que é apaixonada por culinária e fazia salgados e bolos de festas para parentes e amigos, até que um dia decidiu profissionalizar-se.

Há um ano e meio começou a comercializar os produtos na Arena Pantanal, em Cuiabá, onde vende salgados fritos e assados. “No ponto que tenho na Arena é uma forma de divulgar meu trabalho e fazer novos clientes. Estou gostando bastante do resultado até agora. Muita gente me conheceu através da minha barraquinha".

Marisia lembra as muitas dificuldades e diz que precisou ter paciência. Hoje colhe os frutos do esforço e trabalho e lembra ter sido necessário "buscar conhecimento para gerenciar meu negócio”.

Segundo a diretora técnica do Serviço Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em Cuiabá, Leide Katayama, a evolução da mulher no empreendedorismo pode ser considerado com um fenômeno.

“A mulher, quando pensa em ter o próprio negócio, na maioria das vezes é mais cautelosa, procura primeiro ter segurança para depois investir”.

Para quem deseja ter o próprio negócio, o Sebrae dispõe de um projeto chamado “Começar bem", que envolve um conjunto de soluções no formato de palestra, oficina, curso e outros recursos como cartilha, guia visual, aplicativo e vídeo.

O objetivo é fazer com que os novos empresários desenvolvam ideias e as transformem em empreendimentos de sucesso nas áreas de comércio, indústria, serviços e produção rural.

Fonte: Yeda Magossi, para o Gazeta Digital

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