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Simples Nacional compensa para empresas médicas?

15/06/2016 Médicos e clínicas
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O Regime tributário Simples Nacional gerou um grande alvoroço quando ampliou seu alcance em 2015. Empresas médicas puderam optar pelo regime, mas será que compensa mesmo?

Como funciona o Simples Nacional?

O Simples é um regime tributário simplificado que possibilita diversas vantagens, como o recolhimento unificado dos impostos federais, estaduais e municipais e da contribuição patronal previdenciária, pagos através de uma guia única, o DAS.

O regime leva em consideração a receita anual da empresa, ou seja, quem tem receita bruta inferior a R$ 3,6 milhões.

Como o Simples Nacional se divide em anexos e cada um possui uma forma de tributação, a própria Receita determinou qual anexo deve ser aplicado nas atividades de medicina.

Assim surge o Anexo VI onde à carga tributária entre faturamento de R$ 180.000,00 por ano até R$ 3.600.000,00 por ano varia de 16,93 % até 22,45%,

 

Lucro presumido e lucro real

Outra modalidade chamada de lucro presumido a carga tributária fiscal é de 16,33%, mas é necessário observar o ponto de equilíbrio entre os regimes, pois neste o INSS é taxado integralmente.  

Já o lucro real, outra sistemática de taxação, é aplicado à tributação sobre o lucro efetivo apurado de 15% de imposto de renda e 9% de contribuição social sobre o lucro. Caso a empresa de medicina não tenhas despesas dedutíveis em até 68% das receitas, este regime também não é adequado.

Compensa ou não?

Como podemos observar acima, saber se compensa dependerá do valor do faturamento da sua empresa e despesa mensal com folha de pagamento. Geralmente na atividade médica não há despesa muito significativa de salários, portanto é preciso fazer as contas para verificar se há mesmo vantagem ou não.

Além disso, é necessária análise de ponto de equilíbrio tributário fiscal: o que a empresa paga de impostos por conta da carga tributária fiscal e da carga tributária efetiva.

Logo, na vivência no que chamamos “manicômio tributário nacional de cada dia” o acompanhamento fiscal é essencial para que o enquadramento possa ser feito de forma segura, coerente, eficaz e dentro do que determina a legislação para ter-se a máxima economia tributária e excelência na gestão da empresa.


Robison Chan Tong
Responsável pelo setor de impostos indiretos da ProLink Contábil desde 2010, atua na área fiscal desde 1984.

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